
Símbolo de poder durante o auge do absolutismo francês, o Palácio de Versalhes abrigou um número gigantesco de nobres (até 10.000, segundo fontes). Talvez agora possamos entender um pouco dos porquês que levaram esta nobreza a se curvar perante as vontades de Luís XVI, o "Rei- Sol".Os campos de Versalhes contêm um dos maiores jardins formais criados, com extensos parterres, fontes e canais, desenhados por André Le Nôtre. Le Nôtre modificou os jardins originais, ampliando-os e dando-lhes um sentido de abertura e escala. Ele demorou 40 anos - 40 anos! - para concluir o trabalho.

Considerado um dos maiores do mundo, o Palácio de Versalhes tem duas mil janelas, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque. É um dos pontos turísticos mais visitados de França, recebe em média oito milhões de turistas por ano.
Como obra central da terceira campanha de construção de Luís XIV, a construção da Galerie des Glaces — a Galeria dos Espelhos — começou em 1678. A principal característica da sala são os dezessete espelhos em arco que reflectem as dezessete janelas igualmente arcadas que dão vista para os jardins. Cada arco contém vinte e um espelhos com um total de 357 espelhos no conjunto da decoração da galerie des glaces.
Versalhes tornou-se a casa da nobreza francesa e a sede da Corte Real, tornando-se assim o centro do Governo Francês. O próprio Luís XIV viveu ali, e simbolicamente a sala central da extensa faixa de edifícios era o quarto de dormir do Rei (La Chambre du Roi), o qual era, ele próprio, centrado na luxuosa e simbólica cama de estado, colocada entre um rico corrimão, não diferente das cercas dos altares. Todo o poder da França emanava deste centro: ali existiam gabinetes governamentais, tal como as casas de milhares de cortesãos, dos seus acompanhantes e dos funcionários da Corte.

